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07/12/2017 15:14

Após prisões, polícia "mira" produtores em MT; mais de R$ 1 bi bloqueados

Delegacia Fazendária aponta que grupo movimentou R$ 2,1 bilhões em notas frias

  • Fonte: Folha Max
Foto: Da Redação

A Polícia Civil detalhou como funcionava o esquema que sonegou cerca de R$ 140 milhões em ICMS. Foram pedidos os bloqueios nas contas dos envolvidos, num montante que passa de R$ 1 bilhão. No total, 16 pessoas foram presas e outras 9 conduzidas coercitivamente, na Operação “Crédito Podre”, deflagrada nesta quinta.

De acordo com a Polícia Civil, cerca de 1 milhão de toneladas de grãos passaram pelas fronteiras do Mato Grosso sem recolher ICMS. O esquema teve início, segundo as investigações, em 2012, mas operou de forma tímida até meados de 2016, quando o volume das fraudes se intensificou.

Todos os presos foram encaminhados a Delegacia Fazendária, onde serão ouvidos. Foi pedido o bloqueio das contas dos envolvidos. Cada um teve, em média, R$ 100 milhões bloqueados. Segundo a Polícia, o próximo passo é saber se produtores rurais tinham participação no esquema.

“Como o volume de notas foi muito grande, com cerca de 30 mil notas, ainda não conseguimos apurar detalhadamente, se cada produtor tinha ou não conhecimento disso. Vamos tentar identificar se algum produtor rural se beneficiou desta fraude”, afirmou o delegado Sylvio do Vale Ferreira Júnior, da Delegacia Fazendária.

O líder do esquema, segundo a Polícia Civil, era Wagner Fernandes Kieling. Ele coordenava contadores, empresários e corretores de grãos. Comerciantes, contadores e corretores também tiveram a prisão expedida.

A organização criminosa movimentou R$ 2,1 bilhões, o que rendeu um prejuízo na arrecadação do ICMS de R$ 140 milhões. Uma das empresas emitia várias notas por dia. Só em um dia, uma delas emitiu mais de R$ 1 milhão em notas.

A principal área de atuação da empresa, além de Cuiabá e Várzea Grande, eram os municípios de Campo Verde, Sorriso e Primavera do Leste. A Delegacia Fazendária afirmou que estava monitorando, juntamente com a Sefaz, a emissão de notas fiscais pelas empresas e segundo ela, um dia antes da deflagração da Operação, a organização criminosa ainda emitiu notas.

O delegado afirmou que tem prazo para concluir o inquérito até a próxima sexta-feira, mas que deverá entregar antes disso para agilizar a tramitação para que o Ministério Público Estadual possa oferecer a denúncia junto à Justiça antes do recesso forense.

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