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Ministério manda recolher todas cervejas de fábrica sob suspeita

A determinação vai além da cerveja Belorizontina, na qual foi encontrada substância tóxica

14 de Janeiro de 2020
- Fonte: GEÓRGEA CHOUCAIR FOLHAPRESS - Atualizado 14/01/2020 11:31:25
Reprodução

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O Ministério da Agricultura intimou a cervejaria Backer, suspeita da contaminação que resultou em uma morte e outros dez pacientes que passaram mal, a realizar recall de todas as cervejas e chopes produzidas entre outubro de 2019 até hoje.


A determinação vai além da cerveja Belorizontina. Segundo o ministério, a comercialização está suspensa "até que seja descartada a possibilidade de contaminação de demais produtos".


"Até o momento não há resultado laboratorial que confirme a presença de etilenoglicol ou dietilenoglicol em outras marcas de cerveja da empresa. O ministério informa que os produtos estão sendo analisados e, caso existam resultados positivos, novas medidas serão adotadas", diz nota da pasta.


A substância presente em lotes da bebida pode ter relação com a morte de uma pessoa e a internação de outras dez com sintomas que incluem insuficiência renal, alterações neurológicas, vômitos e diarreias.


Depois da intimação, cervejaria não havia se pronunciado até as 19h desta segunda. A Backer produz as seguintes marcas: Belorizontina, Capixaba, Backer Pilsen, Backer Trigo, Backer Pale Ale, Backer Brown, Medieval, Pele Vermelha IPA, Bravo, Exterminador de Trigo, Três Lobos, Capitão Senra, Corleone, Tommy Gun, Diabolique, Pilsen Export, Bohemia Pilsen, Julieta, Backer Reserva do Proprietário, Fargo 46, Cabral e Cacau Bomb.


Até o fim da tarde desta segunda-feira (13), a prefeitura havia recolhido 183 garrafas de Belorizontina que foram devolvidas por clientes. Desse total, 22 eram dos dois primeiros lotes suspeitos de contaminação. Há nove postos criados para recolher as cervejas desse rótulo pela prefeitura.


A Backer disse que a medida de recall solicitada pelo Ministério da Agricultura está sendo objeto de apreciação judicial para revogação do ato. A cervejaria reitera que não faz uso do dietilenoglicol em seu processo produtivo e que o episódio apurado pelas autoridades limita-se ao lote da cerveja Belorizontina, não tendo qualquer relação com os demais rótulos da empresa, que possuem processos autônomos de produção.


Pela manhã, a Polícia Civil de Minas havia informado que um terceiro lote da cerveja Belorizontina estava contaminado com substância tóxica.
Além dos primeiros, onde foi detectado o dietilenoglicol -L1 1348 e L2 1348-, a polícia confirmou a presença da substância no lote L21354, do rótulo Capixaba. É a mesma cerveja Belorizontina, vendida com outro nome no estado do Espírito Santo.


Os pacientes desenvolveram sintomas que incluem insuficiência renal, alterações neurológicas, vômitos e diarreias.


O número de afetados ainda pode aumentar. A polícia investiga de seis a dez novas vítimas, inclusive uma mulher.

 

 

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