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Em depoimento, casal que jogou bebê em poço afirma que criança morreu após tomar medicamento

10 de Janeiro de 2020
- Fonte: Wesley Santiago/ olha direto - Atualizado 10/01/2020 18:09:02
 Reprodução

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Thiago Silva Lacerda e Raquel Araújo Dias, que confessaram ter jogado a filha de seis meses dentro de um poço, na cidade de Tabaporã (674 quilômetros de Cuiabá), afirmaram que a criança morreu após passar mal ao ingerir um medicamento. Em depoimento, os dois divergiram sobre a ocultação do cadáver e se mostraram arrependidos.

Em entrevista ao Olhar Direto, o delegado Agnaldo Coelho, de Jataí (GO), onde foi realizada a prisão, destacou que o pai contou em depoimento que ministrou um medicamento para a criança, que passou mal. Sem saber o que fazer, o homem então teria ocultado o corpo da bebê de seis meses.

 
“Óbvio que isto será investigado pela Polícia Civil de Tabaporã. A nossa suspeita é que o fato não ocorreu desta forma. O natural era a vítima ser levada para um hospital, para que se tomem medidas de reanimação. Não é uma conduta normal a que eles disseram ter tido. Acreditamos que possa ter ocorrido outras coisas”, disse o delegado.
 
Em seu depoimento, Raquel disse que não estava em casa quando a menina morreu e que, quando chegou, a criança já havia sido jogada no poço. Porém, Thiago divergiu desta versão e disse que os dois tomaram a decisão de ocultar o corpo da menor.
 
“Os dois se mostraram arrependidos. Agora, eles tem um prazo de 30 dias para ficarem presos aqui em Jataí. Possivelmente, a Justiça deverá recambiá-los para Tabaporã, onde responderão pelo crime. Não tinham manifestado qualquer interesse em se entregar. Só depois, que ficaram sabendo e que nós estávamos em diligências é que eles foram pegos”, explicou o delegado.
 
Segundo a Polícia Civil, há aproximadamente quatro meses o casal já havia sido denunciado por maus tratos contra a criança, que ficou na Casa de Passagem durante certo período, até que a guarda foi restituída aos pais. Sobre este caso, os dois negaram as acusações.
 
“Quero ressaltar que todo trabalho investigativo, que levou a prisão dos dois investigados foi feito pela Polícia Civil de Tabaporã. Nosso trabalho foi de apoio e se resumiu a efetuar a prisão depois de todo levantamento feito pela equipe do delegado Albertino Felix de Brito Junior. O mérito é todo da Polícia Civil de Mato Grosso”, finalizou Agnaldo Coelho.
 
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