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25 de Setembro de 2020




Advogada e família buscam explicações sobre o desaparecimento de Ademilton em mata na região de Juína

Nesta terça-feira, dia 15, completou exatos 30 dias do desaparecimento da vítima

15 de Setembro de 2020
- Fonte: Juína News - Atualizado 15/09/2020 08:01:01

A 14ª CIBM (Companhia Independente Bombeiro Militar) suspendeu às buscas no dia 04 de setembro, por Ademilton Mariano de Souza, 36 anos, que desapareceu no último dia (15/8) quando saiu para colher castanhas numa região de mata fechada, na Aldeia "Pacovinha" no distrito de Filadélfia, a 130 km do município de Juína. A região é de mata extensa e fechada. Após a suspensão das buscas pelo corpo de bombeiros, a família de Ademilton contratou uma advogada de Cuiabá para acompanhar o caso. A advogada da Família Dra. Ana Matos veio da capital para atender os familiares de Ademilton e hoje pela manhã ela esteve no corpo de bombeiros e na delegacia de polícia para tentar entender a dinâmica dos fatos.
 
"O capitão me disse que em todas as buscas não foram encontrados nenhum vestígio, pois quando uma pessoa desaparece na mata a mesma costuma deixar algum rastro, porém, esse caso está sendo um mistério que necessita do apoio da polícia” – relatou a advogada. Ainda segundo Ana Matos, assim que tiver um posicionamento da polícia civil, o comandante vai analisar se haverá a necessidade da corporação retomarem as buscas. Ela também informou que passou algumas informações que estão sob sigilo, e que a polícia civil vai investigar profundamente. A advogada pede à sociedade que denunciem na delegacia se souberem de algo. “A família está sofrendo, o pai está totalmente debilitado, a mãe também, já vamos para 30 dias e nada sem nenhum posicionamento, ninguém pode desaparecer assim sem deixar vestígios ou algo do tipo" – pontuou a advogada. Procurado pela reportagem, o capitão BM Adailton comandante da 14ª CIBM falou sobre o assunto.
 
"Na verdade a família nestas últimas semanas tem procurado o corpo de bombeiros no intuito de levantar mais informações dessa vítima que está desaparecida que é o seu Ademilton. E nós repassamos todas as informações que o corpo de bombeiros tinha no momento, todo o nosso relatório, o preenchimento das fichas de ocorrências, enfim foi tudo repassado para família” – disse o comandante. 
 
Capitão Adailton também falou para a advogada de todo o serviço realizado durante 3 semanas que em virtude de não ter encontrado nenhum vestígio, nenhuma evidência que levasse os bombeiros a localizar o senhor Ademilton as buscas foram encerradas. O corpo de bombeiros também repassou as informações para a polícia judiciária civil para que realmente possa ter outra linha de investigação e dar uma resposta à família que até hoje sofre com esse desaparecimento. 
 
O comandante da companhia destacou que o serviço do corpo de bombeiros é técnico realizado mediante pistas ou a própria orientação da comunidade, e no momento que suspenderam as buscas a corporação ficou de portas abertas caso surgissem novos fatores em que levasse a encontrar Ademilton, a guarnição retornaria ao Distrito de Filadélfia e realizava novamente as buscas.  “O corpo de bombeiros deu todo apoio necessário às famílias. Foram 3 semanas de buscas, solicitamos apoio à Cuiabá, veio ai a companhia especializada com cães, na primeira semana tivemos um cão trabalhando no local e na segunda semana tivemos outro cão, no intuito de estar localizando por ventura o cadáver, mas nada foi encontrado e o corpo de bombeiros achou melhor suspender as buscas" – completou.
 
A advogada teria alegado que haveria uma outra área em que não foi efetuada busca minuciosa por parte dos militares e até mesmo das pessoas que estava no local. "Como estamos trocando algumas ideias ai com a polícia judiciária civil que está à frente das investigações também se tiver algo de concreto algo de novo que ajude o corpo de bombeiros a reiniciar as buscas com certeza vamos reiniciar e nós somos os primeiros a estar junto com a família para tentar resolver da melhor forma possível ai o desaparecimento dessa pessoa" - concluiu o Capitão. 
 
A mãe do homem desaparecido, dona Ceni Mariano de Souza relatou que está sofrendo muito. "Está sendo muito difícil não sei o que é dormir direito, não sei o que é comer. Falar assim eu peguei um prato de comida e sentei na mesa para comer - não, durante o dia estou mexendo está passando, mas durante à noite está difícil” – relata. 
 
Com olhar abatido e tristeza no rosto, dona Ceni quer uma explicação do que aconteceu na mata. 
 
Independente da maneira que ele esteja eu preciso de uma resposta com ou sem vida. Já vão fazer 30 dias e é só sofrimento. Não acham a botina, ele está com os documentos todos no bolso, não acham uma veste dele de maneira alguma, então é um mistério - comentou dona Ceni que ainda afirmou que seu filho não tinha problema de saúde, nunca tomou remédio controlado e que o marido dela está muito abatido, e que não desconfia dos indígenas que lá residem, ao contrário, eles auxiliaram nas buscas o tempo todo.
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