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Juína News

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19 de Outubro de 2019




Ação em andamento

Delegado da Polícia Federal fala sobre fechamento do garimpo na cidade de Aripuanã

07 de Outubro de 2019
- Fonte: Juína News
Garimpo de Aripuanã, foto registrada hoje de manhã.

Garimpo de Aripuanã, foto registrada hoje de manhã.

Deflagrada nesta segunda-feira, dia 07, a 2ª fase da Operação Trypes em ação conjunta com forças de segurança do Estado de Mato Grosso, esta etapa tem o objetivo de cessar as atividades de um grande garimpo ilegal no município de Aripuanã, no Mato Grosso.

De acordo com as investigações, além do impacto ambiental na região, o garimpo ilegal estaria causando grande impacto social no município com aumento do índice de homicídios, tráfico de drogas, prostituição, etc.

Cerca de 160 policiais, além de servidores do IBAMA e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso - SEMA/MT atuarão na área durante toda semana.

O delegado da polícia federal, Carlos Henrique Cota D´Angelo, que está no comando da operação concedeu entrevista à rádio Navegantes FM da cidade de Aripuanã, onde relatou sobre os procedimentos e ações que estão sendo realizada para o fechamento do garimpo, onde alguns mandados de prisão já existem em favor de algumas pessoas que não foram cumpridos ainda devido alguns estarem foragidos.

O delegado explicou ainda que a ação foi impetrada na justiça federal pelo Ministério Público Estadual através de uma ação civil pública, que obriga todos os órgãos públicos e particulares e também empresa NEXA VOTORANTIN que opera na região, a agirem contra a degradação ambiental que vem ocorrendo com as atividades ilegais do garimpo, sendo que todos, inclusive a empresa NEXA foram obrigados a colaborar na operação policial que está em andamento, sendo que todo apoio do município e dos órgãos do estado é uma imposição da justiça que conta no momento com mais de 250 servidores entre policiais e funcionários da SEMMA, IBAMA e dos demais órgãos de controle ambiental.

O delegado ressaltou que a primeira etapa foi mais complexa, sendo que o objetivo foi para coibir pessoas que usavam-se do garimpo para fazer lavagem de dinheiro através da compra de ouro, onde usam os garimpeiros como ‘massa de manobras’, sendo que as pessoas presas na primeira etapa responderão pelos crimes de usurpação de minérios que é de propriedade da UNIÃO, danos ambientais, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e outros crimes.

O delegado da PF revelou que os garimpeiros que estão trabalhando diretamente com a terra nunca foi foco da operação policial do estado e pontuou que os garimpeiros acataram a ordem de desocupação do garimpo de forma pacífica, sendo que um pequeno grupo tentou manter resistência, porém foram contidos pelos policiais, sendo que  os barracos e até mesmo casas que existiam na região foram destruídas, e as pessoas que foram detidas serão encaminhadas para Juína ou Colniza, onde a população de Aripuanã pode ficar tranquila pois a equipe de policiais é suficiente para manter a ordem na cidade, onde os cidadãos que se sentir ameaçados podem contar com ajuda das forças policiais que estão na região, inclusive com apoio aéreo, ofertado pela Secretaria de Segurança Pública do estado de Mato Grosso.

Segundo palavras do delegado a operação que se início no dia 07, não tem prazo determinado para acabar, onde a equipe se manterá no município de Aripuanã até quando se fizer necessário, pois muitas pessoas que se encontram dentro do garimpo são foragidas da justiça com mandado de prisão em aberto e outros com longa ficha criminal , onde o mesmo ressalta que as invasões de garimpos tem sido uma questão social no país inteiro, onde a maioria das pessoas que se sujeitam ao trabalho perigoso do garimpo costumam ser pessoas humildes que expões suas vidas para obter poucos lucros, onde os mais beneficiados são as pessoas que usam de má fé para explorar a mão de obra garimpeira, porém todo um trabalho será feito para coibir a ação de uma nova invasão ao garimpo onde evitando atividades ilegais como também a fomentação do tráfico de drogas que é grande na região e dentro do garimpo, que cessou as atividades ilegais e também está sendo feito um trabalho de identificar e punir as pessoas que estão obtendo lucro fácil com práticas criminosas do garimpo.

O OUTRO LADO

Diante da ação do fechamento do garimpo, o senhor Antônio Vieira da Silva que representa os garimpeiros, solicitou direito de resposta diante do impasse da desocupação do garimpo, onde o mesmo não concorda com a retirada das pessoas que foram retiradas somente com roupas e objetos pessoais, onde somente quem tinha veículos dentro do garimpo puderam retirar alguma coisa, sendo que a ordem é para destruir tudo que ficou dentro do garimpo, inclusive maquinários.

Ele ressaltou que há informações que dois garimpeiros foram mortos em um possível confronto com o BOPE, porém a preocupação maior é com o destino das pessoas que não tem para onde ir, sendo que a cidade de Aripuanã foi beneficiada com a existência do garimpo, que trouxe fomentos para o comércio local aumentando a arrecadação do município, onde segundo a visão do presidente do sindicato, é possível continuar com as atividades garimpeiras em parceria com a empresa NEXA  que é a dona do subsolo do município, fato que  impede a legalização do garimpo.

Segundo informações do Antônio Vieira, existem aproximadamente três mil pessoas trabalhando no garimpo e serão colocadas na rua sem destinos, sendo que seria viável adentrar no garimpo com caminhões para retirar objetos e maquinários a fim de que o prejuízo seja um pouco menor, porém a polícia não mostra disposição em negociar, o que causará um impacto na questão social do município onde pessoas poderão montar acampamentos em frente à prefeitura e em outros pontos da cidade, onde os mesmos pretende sair em harmonia, porém necessitam fazer a retirada dos bens materiais de dentro do garimpo.

 

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