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Hoje Sabado
16 de Novembro de 2019




França endurece política de imigração em meio a pressões de opositores de Emmanuel Macron

Governo medidas como desmonte de acampamentos de imigrantes e cotas a trabalhadores estrangeiros. Pacote tem em vista pressão de opositores, principalmente do partido Reunião Nacional, de Marine Le Pen

07 de Novembro de 2019
- Fonte: Elizabeth Pineau e Christian Lowe/Reuters
Em foto de junho de 2018, policiais franceses observam enquanto imigrantes deixam um acampamento migratório improvisado ao lado do canal Saint Martin, no centro de Paris, na França. A polícia evacuou cerca de 500 imigrantes, a maioria afegãos e algun

Em foto de junho de 2018, policiais franceses observam enquanto imigrantes deixam um acampamento migratório improvisado ao lado do canal Saint Martin, no centro de Paris, na França. A polícia evacuou cerca de 500 imigrantes, a maioria afegãos e algun

A França desmontará alguns acampamentos de imigrantes, imporá cotas a trabalhadores estrangeiros e negará acesso a serviços de saúde sem urgência a postulantes de asilo recém-chegados. O novo plano foi anunciado nesta quarta-feira (6).
 
As medidas foram vistas como uma tentativa do presidente francês, Emmanuel Macron, em mostrar que está atento aos receios dos eleitores com a imigração – um dos temas mais abordados por oposicionistas do Reunião Nacional, partido nacionalista de Marine Le Pen.
 
Em entrevista durante o anúncio das medidas, o primeiro-ministro Édouard Philippe afirmou que pretende "recuperar o controle" da política migratória da França.
 
"Isso significa que, quando dizemos sim, é realmente sim. E, quando dizemos não, realmente quer dizer não", afirmou Philippe.
 
Imigração na França
 
Pesquisas de opinião mostram que o eleitorado está preocupado com a questão e que esse sentimento está aumentando o apoio à líder nacionalista Marine Le Pen. Assim como em 2017, ela provavelmente será a principal oponente de Macron na próxima eleição presidencial, em 2022.
 
Sondagens apontam que a popularidade de Le Pen cresce entre os eleitores, enquanto Macron está perdendo terreno – embora ainda lidere.
 
O governo de centro de Macron resistia à pressão de rivais da direita na questão migratória. Isso em parte devido a muitos dos apoiadores do presidente considerarem medidas menos flexíveis com a imigração como um flerte com a xenofobia.
 
Ao anunciar as novas medidas, a França se une a outros países europeus, entre eles Itália, Reino Unido e Suécia, que optaram por adotar posturas mais rígidas com os imigrantes desde que o início da Guerra da Síria, em 2011, desencadeou uma crise imigratória em toda a Europa e estimulou partidos nacionalistas.
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