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Juína News

Hoje Sabado
19 de Outubro de 2019




Operação Trype da PF

Diálogo entre polícia e garimpeiros evita prisões e protesto é pacífico em Aripuanã

Garimpeiros protestam para continuar explorando a atividade na área, mas a lei estabelece que a lavra garimpeira precisa ser outorgada pela União

08 de Outubro de 2019
- Fonte: Juína News com Assessoria

No segundo dia da Operação Trype, em Aripuanã (1.200 km a Noroeste de Cuiabá), não houve ocorrência policial. A Cadeia Pública do município, que foi reativada excepcionalmente para a ação integrada entre a Polícia Federal e as forças de segurança estaduais, também não recebeu nenhum preso em decorrência da desocupação da área de garimpo ilegal.
 
Cerca de 1.500 garimpeiros deixaram a área ainda na segunda-feira (07.10) e na manhã desta terça-feira (08.10), houve a implosão do garimpo, conforme estabelecido em decisão judicial. O terreno está vulnerável, por isso, arriscado em caso de tentativa de invasão.
 
Homens e mulheres que ocupavam ilegalmente a área fizeram protesto na avenida principal de Aripuanã, mas o ato foi pacífico e teve diálogo com a Polícia Federal e a Polícia Militar. Os garimpeiros querem continuar explorando a atividade na área, mas a lei estabelece que a lavra garimpeira precisa ser outorgada pela União.
 
As forças de segurança estaduais vão permanecer mais algum tempo no município para reforçar o efetivo a fim de evitar aumento da criminalidade.
 
Morte de garimpeiro
 
A única ocorrência registrada durante a Operação Trype foi a morte do garimpeiro José Maria dos Santos, de 45 anos de idade, que atirou contra policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) durante a ação de varredura.
 
Os garimpeiros foram orientados a saírem dos barracos para uma área de triagem. Contudo, em um dos barracos, José Maria disparou tiros contra os policiais do Bope, que revidaram a agressão e acertaram dois tiros no garimpeiro.
 
No barraco dele foram encontradas duas espingardas cartucheiras, uma de cano longo e outra de cano curto, de calibre não identificado. Além disso, havia invólucros de pólvora, chumbo, pote com espoleta, cartuchos intactos e outros deflagrados, além de dois invólucros de quantidade não especificada de substância semelhante a ouro.
 
A família de José Maria, oriunda de Rondônia, reconheceu o corpo, que foi liberado na manhã desta terça-feira (08.10).
 
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