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Judiciário mais próximo: alunos assistem a Tribunal do Júri em Aripuanã

14 de Maio de 2019
- Fonte: Juína News com Assessoria
Divulgação

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Danielly Rodrigues Cotrim, aluna da Escola Estadual São Francisco de Assis, teve a oportunidade de assistir a uma sessão do Tribunal do Júri na Comarca de Aripuanã (1.002 Km a nordeste de Cuiabá). Ela é estagiária do Ensino Médio no Fórum da Comarca e precisa escrever um artigo sobre a ‘Justiça e o direito que cada um tem’. Por isso, foi conhecer um pouco mais sobre o assunto.
 
Junto com ela estavam outros 16 colegas de sala que cursam o terceiro ano do ensino médio na mesma escola. Nenhum deles tinha assistido a um julgamento com tanta proximidade antes. A oportunidade ajudou a desvendar um pouco do trabalho realizado pela Justiça mato-grossense.
 
“Não penso em fazer Direito, penso em fazer Engenharia. Mesmo assim, acredito que é muito importante saber como acontecem os julgamentos, como são respeitados os direitos das pessoas, como os jurados fazem para decidir um caso. Também achei interessante como fomos bem recebidos, mostra que o Judiciário está de portas abertas e isso é essencial”, explica a estudante.
 
Ela ressalta ainda que durante a visita aprendeu que todo mundo tem direito à defesa e que todo réu tem direito a um julgamento imparcial, independente do crime que ele cometeu.
 
A visita faz parte de um projeto desenvolvido pelas professoras Edna Salete Andrade, que dá aula de Física e Química, e Gorete Cogo, professora de Língua Portuguesa, ambas da Escola São Francisco. A ideia, segundo Edna, é que os alunos conheçam um pouco mais sobre justiça antes de deixar o Ensino Médio e entrar para a vida universitária, o que deve ocorrer em breve.
 
“Eles terão que produzir um artigo sobre a justiça. Assim, terão que se posicionar quanto ao que foi decidido e também quanto ao parecer emanando pelo júri, que é quem decide nesse tipo de julgamento. Com isso, pretendemos despertar o conhecimento do aluno em relação aos nossos direitos. Porque se nós não os conhecermos, como saberemos cobrá-los? Também é importante saber que temos deveres e que temos que cumpri-los”, afirmou Edna.
 
Ainda o magistrado da comarca, Ricardo Frazon Menegucci, destaca que essa abertura dada à população é essencial para que possa acompanhar todos os trabalhos da Justiça Estadual de perto. Segundo ele, na comarca é comum esse estreitamento da relação entre comunidade e Judiciário, mesmo assim, sempre busca meios de ampliar essa interação.
 
“É importante que a sociedade saiba o que ocorre nas audiências, ainda mais se tratando de Tribunal do Júri, que é a manifestação mais popular que existe no nosso ordenamento jurídico. É de extrema relevância que a sociedade participe dos Poderes, tanto do Judiciário, como Executivo, quanto Legislativo para conhecer o que eles fazem e, assim, poder cobrar resultados efetivos” apontou o magistrado.
 
No dia em questão, estava sendo julgado um caso em que dois irmãos gêmeos brigaram com uma terceira pessoa e um deles deu uma facada na vítima. Como o júri não chegou à conclusão sobre qual irmão tinha desferido o golpe, a população inocentou os dois.
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