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Hoje Quarta
19 de Junho de 2019

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Moro ultrapassou limites éticos; se tivesse dignidade, se afastaria

Rosa Neide diz que Lula é preso político e pede afastamento de ministro da Justiça das funções

11 de Junho de 2019
- Fonte: DOUGLAS TRIELLI/MidiaNews

A deputada federal Rosa Neide (PT) afirmou que o ministro de Justiça, Sérgio Moro, ultrapassou todos os limites éticos ao manter conversas, enquanto era juiz federal, com o procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato.

 

Segundo uma série de reportagens publicadas pelo site "The Intercept Brasil", Moro teria orientado as investigações da Lava Jato em Curitiba, sugerido que o procurador trocasse a ordem de fases da operação, além de ter dado conselhos e pistas informais de investigação. Tudo isso, por meio de mensagens trocadas no aplicativo Telegram.

 

 

 

Para a parlamentar de Mato Grosso, o ex-juiz deveria se afastar das funções no Governo Federal.

 

“Juristas do mundo inteiro já se posicionaram. Juristas renomados do Brasil, não sou eu, que não sou jurista. Todos já mostraram que foi uma coisa horrível o que o Moro fez. Ele ultrapassou todos os limites éticos”, afirmou, em entrevista ao MidiaNews.

 

“O Sergio Moro, se tivesse dignidade, se afastaria imediatamente do cargo para esperar o julgamento. É o caminho correto: deixar o cargo para que os esclarecimentos sejam feitos. Porque não pode ele ser ministro da Justiça e ele mesmo mandar averiguar isso”, disse.

 

Rosa Neide ressaltou que o Ministério Público e a Justiça estão em instâncias diferentes e não podem trocar informações fora dos autos Ela classificou como “vergonhoso” o episódio para a Justiça brasileira.

 

“E as coisas faladas. ‘Se deixar ter uma entrevista, o Haddad pode ganhar eleição’. Como podem dizer uma coisa dessas se a lei prevê que qualquer preso, até bandidos de alta periculosidade, pode dar entrevista em cadeia? E eles tramando isso”, citou.

 

“Além disso, deixaram claro a fragilidade das denúncias contra o Lula, que não havia provas em relação ao Caso Triplex. Estavam usando texto de um jornal para incriminar. Eles mesmos colocaram nas falas que era frágil o que estavam fazendo e que estavam fazendo por perseguição. Não é uma análise jurídica. É a fala deles, tanto dos promotores quanto do juiz”, afirmou.

 

Na tarde da última segunda-feira (10), o corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, instaurou um processo administrativo disciplinar contra Deltan Dallagnol e os demais procuradores da República citados na série de reportagens.

 

Soltura de Lula

 

Para a deputada federal, o episódio deve gerar a anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Preso por conta da sentença de Moro, Lula ficou impedido de concorrer à Presidência na eleição de 2018. Ele aparecia em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. A sentença do ex-juiz acabou sendo confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e depois pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reduziu a pena para 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.

 

“Primeiro que ele já cumpriu tempo necessário de prisão e pela lei já era para estar na casa dele. Ainda não mandaram para casa até por uma continuidade da perseguição. Mas os fatos revelados demonstram claramente o que já vinha sendo dito: Lula é um preso político. Ele foi preso para não disputar eleição”, disse ela.

 

“Então, confiamos na Justiça. Confiamos no Supremo Tribunal Federal. E que rapidamente tome-se a decisão de demonstrar os fatos verdadeiros para que ele tenha liberdade como ele quer. Ele não quer liberdade com tornozeleira. Ele não aceita isso, prefere ficar preso. Porque uma pessoa condenada injustamente aguarda até que a verdade seja colocada à tona”, completou.

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