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19 de Setembro de 2019

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Gallo: comissionados custam R$ 60 mi, mas não são um problema

Fazenda diz precisar conter R$ 120 milhões por mês em gastos com folha salarial

11 de Junho de 2019
- Fonte: DOUGLAS TRIELLI/MidiaNews

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, afirmou que o Executivo deve gastar em torno de R$ 60 milhões com servidores comissionados em 2019.

 

No início do ano, o governador Mauro Mendes (DEM) prometeu um corte de 3 mil pessoas, entre ocupantes de cargos comissionados, contratados e de função gratificada. Segundo Gallo, os cortes foram cumpridos e o principal problema do Estado, hoje, não está nos comissionados.

 

“Nos servidores comissionados, o Executivo já fez o enxugamento. Mas são necessários esses servidores. E boa parte desses servidores são efetivos, que é meu caso. Sou um servidor comissionado, porque estou como secretário, mas também sou efetivo”, disse, em entrevista nesta segunda-feira (10).

 

 

“Além de mim, outros 75% dos comissionados do Estado são efetivos. Então, o gasto com comissionado, ao longo do ano, vai dar algo em torno de R$ 60 milhões. E nós estamos estourados com a folha salarial em R$ 1,2 bilhão”, afirmou.

 

Conforme Gallo já disse, o Executivo gasta 58,55% de sua receita com salário de servidores. A Lei de Responsabilidade Fiscal permite que o gasto máximo seja de 49%. Se não alterar a situação, Mato Grosso poderá sofrer uma série de sanções do Governo Federal. Já o governador pode responder por improbidade administrativa.

 

Segundo o secretário, a principal medida tem sido aumentar a receita do Estado e evitar conceder aumentos salariais. Por conta dessa decisão, o Governo enfrenta uma greve dos profissionais da Educação desde 27 de maio.

 

“A grande dificuldade é a rigidez. Você não consegue eliminar gastos com pessoal. Primeiro, que a Constituição garante a irredutibilidade de salário. Não se pode reduzir salários. Estamos 8% acima do permitido, o que significa R$ 1,250 bilhão. Nós teríamos que cortar por mês algo em torno de R$ 120 milhões com pessoal. Como fazer isso se não pode demitir servidor efetivo nem reduzir salários?”, questionou.

 

“O caminho é não fazer crescer, até porque a lei proíbe. Não é uma questão de querer ou não. É um problema de ordem legal. O aumento não pode ser dado. Então, contendo a despesa de pessoal e aumentando a receita, iremos melhorar a situação. E tomara que as medidas do ministro da Economia, Paulo Guedes, surtam efeito e que haja um crescimento econômico”, completou.

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