Juína/MT, 25 de Julho de 2024
facebook001.png instagram001.png youtube001.png
aa9a80b34a620ff8aded7659831dc4b1.png
https://cdn.juinanews.com.br/storage/webdisco/2023/07/07/original/6752654577c6b33b1b62a50f637045f0.png
00:00:00

25 de Julho de 2024


Polícia Quinta-feira, 01 de Junho de 2023, 09:09 - A | A

Quinta-feira, 01 de Junho de 2023, 09h:09 - A | A

Fiscalização

Polícia bloqueia entrada e saída de área de obra explorada por moradores em busca de ouro em Colniza

Secretaria de Segurança Pública informou que um reforço das forças de segurança está chegando no local. A PM aguarda a força-tarefa para iniciar a retirada da população na região

Da Redação

A Polícia Militar bloqueou, na noite dessa quarta-feira (31), a entrada e saída da área de uma obra em Colniza, no interior do Mato Grosso, que está sendo explorada por moradores em busca de ouro. A ação foi realizada para proibir o trânsito na MT-418 e os militares aguardam o reforço das forças de segurança para retirar a população do local.

A PM informou que, na manhã desta quinta-feira (1°), todas as pessoas devem ser retiradas do local. Cerca de 250 moradores ainda estão cavando a área. Desde domingo (28), quando começou o boato, de que havia ouro na região, esse número aumentou para mais de 500 pessoas e algumas já montaram acampamentos, com estruturas de barracas.

A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) informou que uma força-tarefa foi montada e policiais militares e civis estão indo para a região fazer a retirada das pessoas que estão irregularmente no local.

De acordo com a promotora de Justiça, Fernanda Saratt, os moradores que não colaborarem para deixar a região podem ser presas em flagrante.

"Caso não haja a colaboração dessas pessoas, haverá o fortalecimento da Polícia Civil e Militar na para que sejam contidos e encaminhados para a delegacia sendo presas em flagrante. A princípio é invasão de propriedade privada, tem o crime de dano ambiental e também o crime de usurpação de patrimônio da União caso haja ouro e esteja sendo extraído pela população", disse.

Um boato levou mais de 200 pessoas a invadirem e cavarem a área de uma obra em Colniza. Após metros de escavação, moradores encontraram, na verdade, itens de civilizações antigas no local, que é um sítio arqueológico. A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) confirma que não há ouro no local.

O boato começou quando trabalhadores faziam uma obra de asfaltamento na região e encontraram algo que acreditaram ser ouro. A cidade tem 39 mil habitantes e, rapidamente, a informação se espalhou e os moradores passaram a se aglomerar na área para escavar por horas, formando uma cratera.

Um vídeo filmado por pessoas que estão no local mostra a população se arriscando à noite em frente a uma pá carregadeira. As pessoas se aglomeram e procuram pelo ouro após a remoção de um pouco de terra.

Ao contrário do esperado, os moradores acharam, na verdade, louças antigas. Isso porque, segundo a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, o local é um sítio arqueológico. A região tem resquícios de civilização antiga, sem qualquer indício de que haja ouro. Os itens achados, inclusive, são de barro.

Foram encontrados materiais de civilizações antigas que viveram na região — Foto: Reprodução

A área possui cerca de 500 metros e, após as escavações, foi isolada pela fiscalização ambiental. A pasta alerta que a escavação no local é proibida.

Segundo a Sesp, o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já foi acionado e a obra terá continuidade após liberação. Os materiais encontrados vão ser recolhidos pelo Instituto.

Uma lei federal proíbe, em todo o território nacional, “o aproveitamento econômico, a destruição ou mutilação, para qualquer fim, das jazidas arqueológicas ou pré-históricas”. Conforme a lei, os materiais devem ser preservados para estudos.

“Qualquer ato que importe na destruição ou mutilação dos monumentos será considerado crime contra o Patrimônio Nacional e, como tal, punível de acordo com o disposto nas leis penais”, diz o artigo 5°.

 

 

 

 

Fonte: G1 MT

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros